Equipe Multidiciplinar para Tratamentos de Transtornos Alimentares

Abordagem Familiar Sistêmica

 

Um dos primeiros relatos encontrados na literatura médica envolvendo a abordagem familiar no tratamento dos transtornos alimentares remonta ao século XVII, na Inglaterra, quando o médico Richard Morton prescreve a um dos seus pacientes um afastamento temporário de seu contexto familiar.

 

Um longo caminho foi percorrido desde esta primeira abordagem até as abordagens atuais, que valorizam a família como um espaço privilegiado para uma mudança de contexto que facilite a recuperação dos pacientes acometidos pelos transtornos alimentares (TA).

 

Fato é que o terapeuta familiar compõe as equipes multidisciplinares, nos centros clínicos de atendimento público e privado demonstrando ter, tanto na literatura científica nacional como na internacional, um papel relevante na clínica desses transtornos, favorecendo os resultados obtidos no tratamento, assim como no prognóstico.

 

Na terapia familiar sistêmica dos transtornos alimentares há uma especial relevância às influências recíprocas que ocorrem entre o indivíduo e a sua família. Valorizam-se as mudanças nesse contexto social como facilitadoras de mudanças no indivíduo (Minuchin, 1982). Direcionando nossa atenção para a família, encontramos um subsistema social no qual as pessoas são formadas, cuidadas, educadas e onde aprendem e apreendem os primeiros valores, e modelos da sociedade à qual pertencem. Fazem isto de forma própria, única, adequada a cada família em particular.

 

Portanto, a questão não é mais só o indivíduo, e sim o indivíduo em seus contextos sociais significativos. Os dados indicam claramente que quando os modelos interacionais familiares significativos modificam-se produzem mudanças significativas nos sintomas destes transtornos. Daí a importância da participação da família no tratamento dos transtornos alimentares.

 

Nesse espaço são discutidas tanto as questões relativas ao transtorno e às relações familiares estabelecidas até então, como as que surgem no próprio tratamento.

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