Equipe Multidiciplinar para Tratamentos de Transtornos Alimentares

Drunkorexia

Fenômeno que evidencia a relação com o álcool em pessoas que sofrem de Transtornos Alimentares e passam a tratá-lo como um substituto alimentar. Ainda não considerada como doença pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo novo código de doenças DSM-V.

A expressão drunkorexia vem da junção entre as palavras drunk (embebedado, em inglês) e anorexia.  A drunkorexia, portanto, acontece quando um indivíduo, preocupado obsessivamente em não engordar, passa a consumir bebidas alcoólicas para substituir a comida. A doença acomete principalmente adolescentes do sexo feminino e jovens mulheres.

De um a dois por cento da população mundial sofrem de anorexia e, dessas pessoas, cerca de 30% fazem uso inadequado de álcool. Porém na Bulimia, e/ou no TCAP também podemos encontrar esta associação em função do comportamento impulsivo.

Beber depois de uma refeição contendo gorduras, proteínas e carboidratos diminui 3 vezes a velocidade de absorção do álcool comparado ao consumo com o estômago vazio.

O álcool pode colaborar como substituto do alimento, dar sensação de saciedade, ou pelos seus efeitos sedativos dar sono, e a pessoa dormir ao invés de comer. Além disto, pode momentaneamente aliviar a ansiedade, sintoma frequente nas pessoas que sofrem de Transtornos Alimentares. Mas na verdade, a longo prazo aumentará a ansiedade, e trará sintomas depressivos.

A anorexia tem uma prevalência em torno dos 12-15 anos, existindo um contato com bebidas alcoólicas nesse período, as chances de tornarem-se dependentes são ainda maiores. Um alerta para os que convivem com uma pessoa que pode estar sofrendo de Transtorno Alimentar é verificar se apresenta hálito alcoólico frequentemente.

Ortorexia

Do grego: orto (correto) e orexis (apetite) este termo foi usado pela primeira vez pelo médico americano Steven Bratman, em 1998, para definir um grupo de pessoas que apresentavam uma obsessão por comer corretamente.

Para conseguir manter uma dieta que considera correta, o ortoréxico inicia uma busca obsessiva por regras alimentares. Qualquer item considerado “impuro” (como aqueles que contêm corantesconservantespesticidasgorduras trans, excesso de sal ou açúcar e outros componentes) é excluído da alimentação. Os indivíduos dedicam horas ao longo do dia para examinar o que vão comer, leem minuciosamente os rótulos daquilo que compram, comem e cozinham sozinhos, e mastigam dezenas de vezes antes de engolir.

Os conceitos usados pelos ortoréxicos são, na maioria das vezes, baseados em informações verdadeiras (por exemplo: não é errado pensar que o uso exagerado de sal faz mal à saúde). O problema é que aplicam esses conhecimentos de forma exagerada, fazendo com que a dieta tome conta de sua vida. Quando estão fora de casa, por exemplo, muitos indivíduos preferem ficar em jejum a ingerir algum alimento considerado impuro.

Quando a dieta se torna mais severa, e exclui alimentos fundamentais, podem ocorrer situações de desnutrição, anemia, deficiências ou excessos de vitaminas, minerais e outros nutrientes. O problema pode desencadear desde intolerância ou alergia a alguns alimentos, predisposição a osteoporose por carência de cálcio, até problemas renais, depressão, ansiedade, hipocondria, dores musculares e apatia crônica.

As pessoas têm uma tendência ao isolamento social, pois se tornam reticentes a comerem fora de casa, distanciam-se de seus familiares e amigos, e adquirem um comportamento irritável. O tratamento tem o mesmo enfoque multidisciplinar dos Transtornos Alimentares.

 

Síndrome do Comer Noturno

Stunkar, na década de 1950, descreveu um transtorno alimentar-comportamental caracterizado por três componentes principais: pouco apetite de manhã, comer excessivamente à tardinha ou à noite e insônia. Stunkard observou também que a Síndrome do Comer Noturno tendia a ser desencadeada pelo estresse e que seus sintomas diminuíam quando o estresse era aliviado. A Síndrome do Comer Noturno aparece em 10% das pessoas que se tratam de obesidade, e em 27% daquelas submetidas à cirurgia para obesidade.

Os episódios compulsivos de comer (Binge Eating) não aparecem na Síndrome do Comer Noturno. Ocorre que a pessoa come excessivamente à tardinha ou à noite, mas não compulsivamente, apenas por aumento da vontade de comer. Entre as pessoas que sofrem de Compulsão Alimentar Periódica, 15% delas tem, concomitantemente, a Síndrome do Comer Noturno.

Um dado interessante na Síndrome do Comer Noturno é que, em média, esses pacientes consumem 56% de toda sua ingestão calórica diária no período noturno, entre as 22 e 6 horas, ao passo que a população geral consume aproximadamente apenas 15% da ingestão calórica diária nesse período. Uma das características da Síndrome do Comer Noturno é sua associação com a obesidade, depressão, baixa autoestima e diminuição da fome diurna.

Vigorexia

 

O termo Vigorexia, também chamada de Síndrome de Adônis, foi primeiramente assim denominado pelo psiquiatra americano Harrisom G. Pope, que observou que cerca de um milhão de norte-americanos entre os nove milhões adeptos à musculação poderiam estar acometidos por esta patologial. As duas “rexias”Anorexia e Vigorexia foram consideradas por Pope como doenças ligadas à perda de controle de impulsos narcisistas.

 

No entanto, muitos autores consideravam a doença como uma manifestação clínica de um quadro já amplamente descrito: o Transtorno Dismórfico Corporal, e a chamavam de Transtorno Dismórfico Muscular (ou Vigorexia). Acomete em sua maioria, homens entre 18 e 35 anos que apresentam uma grande discrepância entre o estado real e o seu ideal muscular.

 

Não é casualidade que o nome Vigorexia rime com Anorexia. As duas doenças promovem a distorção da imagem que as pessoas têm de si mesmas: os anoréxicos nunca se acham suficientemente magros, os vigoréxicos nunca se acham suficientemente musculosos. Se uma pessoa simplesmente faz exercícios não irá receber o diagnóstico de Vigorexia. Os exercícios orientados, com indicação médica ou terapêutica, recreativos e/ou de condicionamento continuam sendo muito bem-vindos na medicina e na psiquiatria.

 

Entretanto, as pessoas que treinam exaustivamente, não apenas para se sentirem bem, estão dispostas a manter uma dieta rigorosa, a tomar fármacos e a treinar duro para conseguir seu objetivo, podem ter o diagnóstico de Vigorexia. Elas perdem a noção de sua própria corporeidade e nunca param ou ficam satisfeitos.

 

Sofrem as consequências deste excesso de treinamento com reações semelhantes ao estresse tais como: insônia, falta de apetite, irritabilidade, desinteresse sexual, fraqueza, cansaço constante, dificuldade de concentração entre outras. Além disto, problemas físicos e estéticos, como por exemplo, a desproporção displásica entre o corpo e cabeça, problemas ósseos e articulares devido ao peso excessivo, falta de agilidade e encurtamento de músculos e tendões.

 

A situação se agrava quando surge o consumo de esteroides e anabolizantes com o fim de conseguir “melhores resultados”. O consumo destas sustâncias aumenta o risco de doenças cardiovasculares, lesões hepáticas, disfunções sexuais, diminuição do tamanho dos testículos e maior propensão ao câncer da próstata.

 

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