Equipe Multidiciplinar para Tratamentos de Transtornos Alimentares

Síndrome do Comer Noturno

 

Stunkar, na década de 1950, descreveu um transtorno alimentar-comportamental caracterizado por três componentes principais: pouco apetite de manhã, comer excessivamente à tardinha ou à noite e insônia. Stunkard observou também que a Síndrome do Comer Noturno tendia a ser desencadeada pelo estresse e que seus sintomas diminuíam quando o estresse era aliviado. A Síndrome do Comer Noturno aparece em 10% das pessoas que se tratam de obesidade, e em 27% daquelas submetidas à cirurgia para obesidade.

 

Os episódios compulsivos de comer (Binge Eating) não aparecem na Síndrome do Comer Noturno. Ocorre que a pessoa come excessivamente à tardinha ou à noite, mas não compulsivamente, apenas por aumento da vontade de comer. Entre as pessoas que sofrem de Compulsão Alimentar Periódica, 15% delas tem, concomitantemente, a Síndrome do Comer Noturno.

 

Um dado interessante na Síndrome do Comer Noturno é que, em média, esses pacientes consumem 56% de toda sua ingestão calórica diária no período noturno, entre as 22 e 6 horas, ao passo que a população geral consume aproximadamente apenas 15% da ingestão calórica diária nesse período. Uma das características da Síndrome do Comer Noturno é sua associação com a obesidade, depressão, baixa autoestima e diminuição da fome diurna.

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